As cotações do suíno vivo tiveram pequenas variações nos últimos dias, reagindo de acordo com oferta e demanda locais, segundo pesquisas do Cepea. Na média, prevaleceu a estabilidade, ainda que algumas praças tenham tido ligeiras quedas ou altas. Tal comportamento nesta época do mês pode ser considerado positivo para o produtor. Sinaliza, inclusive, que se mantém ativa a demanda para formação de estoques a serem negociados no final do ano, ao mesmo tempo em que a oferta segue controlada.

Na região SP-5 (Campinas, Bragança Paulista, Sorocaba, Piracicaba e São Paulo), os preços do animal negociado seguiram estáveis entre 15 e 22 de outubro, com o quilo do produto negociado a R$ 2,62 na quinta-feira, 22.

Fonte: Cepea/Esalq

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Contratos futuros do milho atingiram na quinta-feira o maior patamar em quatro meses

Os contratos futuros do milho atingiram na quinta-feira o maior patamar em quatro meses, na medida em que o tempo frio desacelerou a colheita e ameaça reduzir os ganhos dos produtores americanos. O país é o maior produtor e exportador mundial de milho.

Seria chocante se até a semana que vem a colheita estivesse ainda em 25%“, disse Brian Grete, analista-sênior de mercado da Professional Farmers of America. Com isso, os papéis com vencimento em março fecharam o dia a US$ 4,1475 por bushel, com alta de 4,75 centavos de dólar.

No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou a R$ 20,75, com alta diária de 0,12%, segundo o indicador Esalq/BMF&Bovespa. No mês, a commodity acumula alta de 6,53%.

Fonte: Valor Econômico

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O medo de que uma economia mundial baseada em biocombustíveis seja um tiro pela culatra no combate ao aquecimento global não tem muito fundamento, indica um novo estudo. Simulando um futuro em que os combustíveis fósseis seriam substituídos, pesquisadores concluíram que o cenário mais provável é um em que álcool e biodiesel possam mesmo ajudar a evitar emissões de gases do efeito estufa.

O novo trabalho, publicado pela revista “Science“, indica que a atual política para uso da terra com biocombustíveis está no caminho certo, mas alerta que uma mudança poderia provocar, sim, efeitos indesejáveis.

Liderado por Jerry Melillo, do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole (EUA), o trabalho mostra, primeiro, um cenário pessimista. Efeitos “indiretos” da ampliação de produção de biocombustíveis seriam capazes de emitir até duas vezes mais CO2 que o uso direto de terras para plantar vegetais necessários ao produto.

Isso ocorrerá se pastagens desalojadas para a produção de cana, por exemplo, restabelecerem-se em áreas de floresta, provocando desmatamento. O uso irrefreado de fertilizantes nitrogenados também seria nocivo por produzir óxido nitroso, um gás de efeito estufa.

A relação entre agricultura e ambiente observada nos últimos dez anos, porém, aponta para um caminho diferente. Segundo os pesquisadores, a tendência é que as políticas antidesmatamento atuais, mesmo longe de ser perfeitas, consigam dar conta de frear esse problema. Biocombustíveis, nesse caso, têm vantagem inquestionável sobre petróleo, pois plantas absorvem CO2.

Se as coisas continuarem como são hoje, vão gerar o que está no segundo caso, mais otimista“, diz Angelo Gurgel, economista da USP que participou do estudo. “Mas, se a pressão por bioenergia e alimentos for grande a ponto de os governos flexibilizarem a proteção ambiental, o cenário muda.”

O modelo matemático da simulação de Gurgel e colegas é possivelmente o mais completo já usado para ver o impacto dos biocombustíveis na mudança do uso de terra. Seu resultado otimista, com alguma surpresa, contrariou projeções sombrias obtidas por outros.

Esse tipo de simulação vinha sendo criticado por cientistas como José Goldemberg, também da USP, pioneiro do planejamento econômico para o álcool. “Um modelo geral para o mundo não se aplica em situações particulares, como a do Brasil“, diz o cientista. Um dos problemas, explica, é que o álcool de cana brasileiro produz muito mais energia por área cultivada do que o álcool de milho americano, por exemplo.

O trabalho de Gurgel, porém, evita isso ao se esquivar do debate sobre quais vegetais são melhores. “No longo prazo, o mercado vai selecionar naturalmente aqueles que tiverem potencial“, afirma.

O medo de que a valorização de terras viáveis para essas plantas as façam “empurrar” o gado para cima da floresta, diz, também não parece ter muita sustentação. Segundo Gurgel, porém, será preciso reforçar no futuro os mecanismos que, por enquanto, impedem isso.

Fonte: Folha de São Paulo

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Baixa dos contratos de suco de laranja

O movimento de realização de lucros puxou a baixa dos contratos de suco de laranja concentrado e congelado. Foi apenas o segundo declínio da cotação da commodity registrado no mês de outubro. Neste ano, os preços do suco de laranja acumulam alta de 73%, seguindo os prognósticos de diminuição da produção da fruta na Flórida, segundo maior produtor mundial – atrás apenas de São Paulo.

Na bolsa de Nova York, com a realização de lucros, os contratos com vencimento em janeiro de 2010 recuaram 320 pontos, para US$ 1,1755 por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada nesta quinta-feira por R$ 5,94, de acordo com o Cepea/Esalq.

Fonte: Valor Econômico

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O Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) permaneceu na casa dos R$ 57,00 em grande parte dos últimos sete dias. Conforme pesquisas do Cepea, este é o maior patamar desde julho de 2006 (em termos reais). A chuva, que interrompeu mais uma vez a colheita, e a baixa disponibilidade de açúcar branco no spot mantêm o Indicador nesse patamar.

Na quarta-feira, 21, o Indicador fechou a R$ 57,51/saca de 50 kg, aumento de 1,21% sobre a quarta passada.

Fonte: Cepea/Esalq

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As cotações do boi gordo oscilaram nos últimos dias no estado de São Paulo.

Na semana passada, de acordo com informações do Cepea, a maior parte dos frigoríficos de grande porte esteve praticamente fora de mercado porque já tinha adquirido volume suficiente de boi antes do feriado (dia 12). Segundo pesquisadores do Cepea, unidades menores com escalas de abate mais curtas realizaram negócios a valores maiores, impulsionando a média dos preços do estado de São Paulo especialmente a partir de quarta-feira.

Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (à vista, São Paulo – CDI) teve ligeira queda de 0,24% em sete dias, fechando a R$ 76,30 na quarta-feira, 21. No acumulado de outubro (até 21), o Indicador caiu 4,13%.

Fonte: Cepea/Esalq

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O governo vai leiloar 700 mil toneladas de trigo por meio do Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). A medida pretende ajudar produtores do grão que enfrentam dificuldades por causa dos preços baixos. Durante audiência pública, em Brasília, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, criticou a indústria moageira e garantiu que o preço do pãozinho não deve aumentar.

Os produtores de trigo do Paraná entregaram ao ministro uma lista dos problemas do setor. O Estado é responsável por 65% da demanda brasileira e enfrenta perdas causadas pelo excesso de chuvas. Os produtores reclamam da falta de dinheiro para mecanismos de garantia de preço mínimo, fixado em R$ 530, valor que, segundo eles, mal cobre os custos de produção. Outra preocupação é com o destino a ser dado ao produto que perdeu qualidade.

Necessitamos de atitudes, por parte do governo, para que se possa escoar a produção de trigo baixo padrão, acometido pelas doenças e pelo excesso de chuvas, para liberar os armazéns e não competir diretamente com a safra de milho sendo plantada – afirma o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ivo Carlos Arnt Filho.

Reinhold Stephanes explicou que o governo trabalha para suspender a licença de importação automática de trigo da Argentina e aumentar para 35% a taxa cobrada na compra de países de fora do Mercosul.

Uma questão é a entrada de trigo. A segunda é nós comercializarmos o trigo que já está em estoque desde o ano passado como o trigo que foi produzido este ano e que tem condições de ser usado para pão e massas. E outra questão adicional que não é nova é a questão do trigo que perdeu muita qualidade.

O ministro criticou a indústria e afirmou que só vai ser possível defender a redução da taxa de importação do produto se houver transparência em relação aos estoques privados.

É importante que a indústria nos informe dos estoques ou, pelo menos, dos estoques aproximados para facilitar uma política exatamente, uma integração entre toda a cadeia da produção.

A estimativa é que hoje, pelo menos dois milhões e meio de toneladas do grão, quase metade da safra, não tenham mercado no país. A indústria defende a retirada da alíquota de importação, alegando a falta de trigo no Mercosul e a necessidade de buscar produto mais barato em outros mercados.

A Associação de Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) afirmou que o governo pode acessar dados de demanda e consumo a qualquer momento e que, para ter informações precisas sobre o estoque, basta enviar ofício à entidade.

Fonte: Canal Rural

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Diante do cenário de quebra de safra e perda de qualidade do trigo brasileiro, somado à retomada das exportações argentinas, o ministro da Agricultura, Reinhold Stepha­­nes, afirmou ontem que pretende pro­­teger o mercado interno por meio de alterações nas regras de importação do cereal.

O anúncio acontece logo após a liberação das primeiras licenças para exportação de trigo na Argentina, que ocorreu na última semana, após meses sem vendas externas. Um lote de 300 mil toneladas do produto argentino já foi negociado para o Mercosul, do qual o Brasil é o principal comprador.

Para controlar a entrada desregrada do trigo internacional, Stephanes quer suspender a licença de importação automática da Argentina, fazendo com que o produto entre no país “apenas no mo­­mento oportuno.” Além disso, o ministro também está insistindo junto à Câmara de Comércio Exte­­rior (Camex) em aumentar a alíquota da Tarifa Externa Comum (TEC), de 10% para 35%. As informações foram dadas na audiência pública da Comissão de Agri­­cultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, na Câmara dos Deputados.

Como pano de fundo do enrijecimento no controle das exportações, também aparece a pressão pela transparência dos estoques da indústria moageira. Na última segunda-feira, em Curitiba, no lançamento da Expedição Safra RPC, Stephanes fez críticas à estratégia dos moinhos em manter seus estoques em sigilo, o que permite que forcem a redução dos preços na época da colheita.

Como paliativo dessa situação, o governo deve realizar uma intervenção direta no mercado por meio de leilões. É previsto o investimento de R$ 600 milhões para sustentar a diferença entre o preço mínimo fixado em R$ 530 a tonelada e o preço de mercado, hoje estipulado em R$ 480.

Segundo informações do mi­­nistério da Agricultura, cerca de 30% da safra nacional de tri­­go este ano terá problemas de qualidade e não poderá ser apro­­veitada pelos moinhos. O principal causador dos problemas da safra são as chuvas que se mantiveram acima do nível normal nos períodos de maturação e colheita. De acordo com o agrônomo da Se­­cretaria Esta­­dual da Agri­­cul­­tura (Seab), Ot­­mar Hubner, as doenças fúngicas que atacam nestas condições aumentam o custo e mesmo assim as ferramentas de produtividade e qua­­lidade se mantém pouco eficazes.

Fonte: Gazeta do Povo

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Soja encerrou o dia com a maior alta desde junho

Dólar em queda, olhos espichados para as commodities. Assim como em outros grãos, a soja não fugiu à regra ontem na bolsa de Chicago e encerrou o dia com a maior alta desde junho. Os papéis com entrega em janeiro do próximo ano fecharam o dia cotados a US$ 1,00975 por bushel, com alta de 24,50 centavos de dólar.

Segundo analistas, a oleaginosa também subiu devido às chuvas do dia de ontem, que atrasaram a colheita no Meio-Oeste americano, a maior região produtora dos Estados Unidos. O serviço de meteorologia prevê ainda tempestades nas próximas duas semanas.

No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 45,06, com variação de 0,63%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Fonte: Valor Econômico

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Preços futuros do milho: Dois fatores.

A conjunção de desvalorização do dólar para o menor patamar em 14 meses em relação a um cesta de seis moedas fortes e alta nos preços do petróleo acabou alavancando ontem os preços futuros do milho negociados na bolsa de Chicago.

Os contratos com entrega em março fecharam a US$ 4,1000 por bushel, com alta de 13,25 centavos de dólar. “A lógica é que o petróleo caro vai elevar a demanda por etanol“, disse Jerry Gidel, analista de mercado da North American Risk Management Services.

Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito a partir do milho. “A mentalidade inflacionária dos anos 70 ainda está aqui e eleva os investimentos em commodities“.

No mercado interno, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 20,73, segundo o Esalq/BM&FBovespa.

Fonte: Valor Econômico

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